Ora finalmente começaram a olhar para o lado, estes portugueses.
O que não é de estranhar, pois tradicional é o atraso nas nossas reacções e, por isso, de preservar.
Tenho tido o dispêndio de tempo para, ocasionalmente, observar a forma exaustiva (na uma ou duas horas por semana a isso dedicadas) como por cá se discute a imaginada absorção de Portugal no Paralelo Ibérico.
Afinal de contas (ou prós) o assunto é gratuito e nem a taxa de televisão somos já obrigados a pagar.
É visível que para este zoo muitos alvitram (ou atiram amendoins), e outros não, gritando hinos novos que acabaram normalmente com: “contra os Castelões, marchar, marchar”. É natural, pois em Portugal tudo roda em torno do queijo e muito do futuro orçamento português habitualmente depende disso. Mas, ainda assim, é uma surpresa tudo aquilo que se passa.
Senão vejamos, quer queiremos quer não, quando entramos para a União Europeia (ex-CEE) não fomos questionados acerca do seu futuro, mas do seu acervo. Na verdade, a nossa entrada sempre foi tida dentro da nossa habitual estratégia externa: ficar calados e não fazer barulho. Tudo menos aborrecer quem disto já tanto fez.
Dessa forma, julguei que a nossa opção teria que ser o de nos mantermos quietinhos e, caso não nos agradasse o que se iria passar, sempre poderíamos olhar para o mar, bater no árbitro ou condecorar 100 ou 200 novos portugueses desconhecidos para dar o exemplo de como o povo é bom, afável e hospitaleiro.
A aventura até começou bem, fizemos alguns espectáculos de natação sincronizada, como a Expo, e continuamos nessa perspectiva em busca de outras taças navais e centros de observação marítima, passamos agora a dar show de bola e, quem sabe, dentro de alguns anos os europeus até passarão a respeitar o nosso entendimento em matéria de desportos e receitas de bacalhau.
Mas não. De repente volta o medo ao abraço geográfico de Espanha e os nossos instintos falam mais próximos.
Sempre temerosos, habituámo-nos a pensar em dar o salto para a verdadeira Europa; o que fez de nós ansiosos automobilistas a cruzar nocturnamente Espanha em busca de bairros da lata prometidos e novos campos para semear futuros arquitectos de casas do interior.
Fizeram de nós pessoas de amigos repartidos que partem para longe, e em pobres pensantes que cá ficar é feio. No meio disto tudo, o próprio país teme e pondera uma emigração maciça, com terra e tudo, para outras paragens. Enfim, o último a sair que apague a luz do aeroporto.
Entre as várias falas comuns não houve gritos significativos - vocês sabem do que estou a falar, aqueles horripilantes gritos de 5 minutos, seguido do pedido de mais uma cerveja! - e mais entendem eles perder seu tempo nas comezinhas coisas que fazem o quotidiano português. É correcto, bem visto, bastante português. Não condeno e até aplaudo como o Bill Murray (vide Lost In Translation).
Mas de todas as questões pernitentes que foram ou não sendo faladas, gostaria de acrescentar mais uma que ainda ninguém disse: a mudança que se pensa operar na nossa bandeira após o reencontro de irmãos. Afinal de contas o amarelo e o vermelho já cá contam e teremos só que apagar o esperançoso verde. Mas, infelizmente, julgo que é exactamente disso que tenho estado a falar.
NSL
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GSC
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NSL
Um homem foi preso nos EUA por não ter os vidros fumados.
bem, esta é uma forma de colocar a questão, pois, segundo o internacional e importantíssimo canal WNYT-TV (de Albany, EUA), foi levado para a cadeia um jovem senhor de 35 anos (Andre Gainey, para quem o conheça) que estava a ver um filme pornográfico no DVD do seu Mercedes.
A polícia, que o observou através de um carro dissimulado (sabe-se lá por quanto tempo é que ficaram a observar...), prendeu-o por atentado ao pudor num local público, afinal de contas, segundo dizem:
Poderia estar uma família estacionada atrás dele ou alguém poderia vir a passar e teria visto, pois nem sequer os vidros eram fumados.
Aí está, um homem acaba de ir preso por não ter vidros fumados!
NSL
Como poderíamos esperar de uma marca com asas no símbolo, a Rols-Royce acaba de apresentar o Trent 900.

Este nome com ar de medicamento para dores menstruais é afinal o motor que irá equipar os "Super-Jumbo" A380, em cima, com uma propulsão (a multiplicar por 4 motores), que deverá atingir os 100.000 kg de força ao seu máximo.
Nada mau para um avião que levará 550 pessoas a dar meia-volta ao mundo sem ter que reabastecer.
E óptimas notícias para todos nós, pois alguns destes aviões serão equipados com escritório, lojas, ginásio, chuveiros, casino, salas de fumo, zona para crianças, bar, quartos individuais, etc...
Esperemos que não choque contra uma nuvem-iceberg logo na primeira viagem, pois seríamos obrigados a ver o Leonardo de Caprio colado ao nariz do avião a tentar dizer, com o vento gelado a centenas de km/hora:
i'm... th..ki..o. t...wor... !!!, e a morrer com um albatroz espetado nos dentes. (hummm, isso até seria giro...)
NSL
Ora até que enfim!
Parece que os EUA finalmente reconhecem que é “muito chato perder” numa guerra.
E na verdade não os podemos condenar, afinal, tal como nas eleições presidenciais da América, também na guerra do Golfo eles não podem fazer Reboot ou Escape e recomeçar – agora com vidas e um escudo protector.
Na verdade os EUA mataram muitos soldados e coisa e tal, mas... não encontraram aquilo de que precisavam e, por isso, não conseguiram acabar o nível. Infelizmente os Hackers não estão com eles e não crackaram o jogo nem descobriram algumas cheats para os ajudar.
Como estão a ver, este universo é, per si, muito americano.
Desta feita não houve a técnica do save and replay, por esse motivo os EUA resolveram desistir deste jogo e criar um novo.
Eles, neste jogo, já não poderão perder e vão aproveitar para utilizar todas as clusters que bem entenderem.
É verdade, os EUA resolveram criar um Novo Mundo. Dado que não conseguiam ganhar neste, nada melhor que criar um novo...

Vamos é ver se a Al-Qaeda não encontra uma nova forma de atentado – os atentados virtuais com Vírus de Destruição Maciça.
NSL
Durão acusa Guterres de ter saído do Governo para fugir ao défice
Ferro acusa Durão do contrário.
GSC